A ASHPS vem a público repudiar os intentos da Prefeitura, que de forma insistente quer vender e terceirizar os serviços de Porto Alegre. Desta vez, os alvos são os Pronto Atendimentos Bom Jesus e Lomba do Pinheiro, que prestam um trabalho inestimável à comunidade.
 
Sem qualquer diálogo com a população ou com os servidores, a equipe da Bom Jesus foi avisada com menos de três horas de antecedência sobre uma reunião com o Secretário de Saúde Pablo Stürmer. Ele e sua equipe estiveram no local para "comunicar" aos servidores a notícia da terceirização. Segundo o Secretário, a seleção será focada em critérios técnicos e financeiros.
 
Os servidores desses locais poderão ser remanejados para os demais pontos da rede de urgência e emergência, suprindo o déficit existente no Hospital de Pronto Socorro, Hospital Materno-Infantil Presidente Vargas e Pronto Atendimento Cruzeiro do Sul.
 
Neste sentido, reafirmamos nosso compromisso em lutar contra a precarização dos serviços de saúde e por uma saúde 100% pública, capaz de prestar um atendimento de qualidade, com profissionais capacitados e qualificados para o atendimento a população portalegrense.
 
Marchezan, não aceitaremos a privataria dentro do Município!
12 de Março de 2019
Informamos a todos os sócios e usuários que, a partir de amanhã, a greve será suspensa e serão retomadas as atividades no Hospital de Pronto Socorro. Retornaremos ao trabalho mas continuaremos mobilizados. Nova Assembleia será realizada no dia 15 de março. Até lá, permaneceremos em estado de greve e as manifestações contra os ataques do Prefeito Nelson Marchezan continuarão. 
Não vamos nos entregar. Nossa luta continua.
Resistiremos!
 
Porto Alegre, 28 de fevereiro de 2019.
 
DIREÇÃO DA ASHPS




   
28 de Fevereiro de 2019
Direção do HPS informa que funcionamento do refeitório está garantido
 
A direção do Hospital de Pronto Socorro (HPS) interveio e o refeitório da instituição funcionará normalmente nesta quinta-feira (14/02). A empresa responsável pelo espaço enviou cozinheiras e a alimentação dos servidores será mantida. Existia risco de não funcionamento, pois, devido a falta de pagamento aos terceirizados que prestam esse serviço, os mesmos haviam decidido por suspender suas atividades. Além dos servidores do HPS, trabalhadores do SAMU e dos Pronto Atendimentos Bom Jesus, Cruzeiro do Sul e Lomba do Pinheiro também se beneficiam do serviço de copa e cozinha.
 
A situação se arrasta desde outubro de 2018. Alguns funcionários continuavam exercendo suas funções, pois vinham recebendo ajuda de custo para se deslocarem até o HPS. Eles são responsáveis por cerca de 800 almoços e 450 jantas, diariamente. Ao menos por enquanto, esse serviço continuará disponível aos colaboradores.
 
Para o Presidente da Associação dos Servidores do HPS (ASHPS), Paulo Oliveira, a situação só chegou a esse ponto devido ao descaso da Secretaria Municipal de Saúde em relação à saúde pública da capital. "Agradecemos a rápida providência da direção, que manterá o funcionamento do refeitório. Continuamos, porém, exigindo uma solução definitiva por parte da Prefeitura Municipal, pois não podemos correr o risco de deixar os servidores que não podem se deslocar durante o horário de trabalho sem a possibilidade sequer se alimentarem".
14 de Fevereiro de 2019
Foram paralisadas, na manhã desta segunda-feira (14/01), as atividades de higienização, nutrição e lavanderia do Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre (HPS). A suspensão dos serviços acontece em decorrência do não pagamento dos salários aos trabalhadores que realizam estas funções.
 
A Associação dos Servidores do HPS (ASHPS) expressa sua solidariedade a estes servidores, constantemente desvalorizados pelo Poder Público. Os vencimentos dos mesmos deveriam ter sido quitados até o quinto dia útil do mês. Porém, desde a mudança da empresa terceirizada que presta estes serviços ao HPS, os funcionários não mais receberam os valores devidos. 
 
A paralisação é motivo para grande preocupação, pois causa lixeiras lotadas, leitos inativados, sujeira em diversos locais do hospital e falta de itens básicos como, por exemplo, papel toalha. Esta última situação, inclusive, é um problema que se arrasta por bastante tempo no HPS.
 
A falta de higiene no ambiente hospitalar aumenta as infecções e até mesmo a saúde dos próprios servidores da instituição está em risco. A higienização é fundamental para o funcionamento do HPS. Sem ela, procedimentos e internações poderão ser suspensos, colocando a população em risco iminente de morte. A situação é de extrema gravidade.
 
A ASHPS cobra uma célere atitude da Prefeitura Municipal de Porto Alegre para o imediato restabelecimento dos serviços paralisados, bem como a quitação dos salários dos trabalhadores. Também deixamos nosso repúdio à terceirização de atividades do hospital. Essa medida, com frequência, causa problemas desta ordem, pois desvaloriza trabalhadores de setores como o de limpeza, fundamentais para a manutenção do atendimento de qualidade.
 
Terceirização não é a solução!

14 de Janeiro de 2019